Comando para Ignorar Faixa de Opções
Ir para o conteúdo principal
Você está em:

Serviços e Orientações

:

Banesprev - Fundo Banespa de Seguridade Social > Serviços e Orientações > EducacaoFinanceira_Artigos

Educação Financeira e Previdenciária

Artigos

Decifra-te para não te devorar

Em finanças, risco e retorno andam de mãos dadas. Por isso, o melhor que o investidor pode fazer é antes de tudo recorrer a uma auto-análise.

"Qual é o melhor investimento?"

Essa é a pergunta que todo profissional do mercado ouve com mais frequência. Pois, então, vamos a uma resposta definitiva para a questão: não existe melhor investimento! Ainda que haja grande apelo e atratividade em imaginar que um único tipo de aplicação possa atender os mais profundos anseios dos investidores, tal alternativa simplesmente inexiste. Se porventura a resposta se assemelha a uma decepção, tenha calma porque na realidade a frustração se origina no fato de estarmos lidando com a pergunta errada. A questão correta que o investidor bem informado precisa fazer não é “Qual é o melhor investimento?”, mas “Qual é o investimento, ou conjunto de investimentos, que pode proporcionar a maior chance de atingir meus objetivos financeiros?” A resposta certa implica na pergunta certa.

Ativos de risco? Todo investidor pode e deve ter vários objetivos para suas aplicações. Um mesmo indivíduo pode ter como meta guardar dinheiro para trocar de carro em seis meses, acumular recursos para comprar o primeiro imóvel daqui a cinco anos e formar uma reserva para ter uma aposentadoria em 30 anos. Cada um desses propósitos é compatível com um conjunto de investimentos que proporcionará maior chance de atingi-los. De maneira geral, se o objetivo (qualquer um) estiver em um horizonte de tempo inferior a 12 meses, a recomendação é evitar investir os recursos em ativos de risco – modalidades de aplicação que buscam dar um retorno mais elevado, mas que para isso embutem obrigatoriamente em seu comportamento fortes flutuações a curto prazo, como é o caso de aplicações em ações. Em finanças, risco e retorno andam de mãos dadas. Em nossa avaliação, intervalos de tempo inferiores a 12 meses são incapazes de acomodar as fortes flutuações dos ativos de risco. Se esse é o intervalo de tempo que você dispõe para sua aplicação, escolha a previsibilidade, aplicando seus recursos em modalidades atreladas às taxas de juros, como fundos DI e CDBs.

Chances - Para o investidor que pretende retornos em mais de 12 meses, vale a pena considerar a diversificação de aplicações, incluindo modalidades mais arriscadas, como fundos multimercados e de ações, que por meio de diferentes graus de exposição ao risco irão procurar adicionar retornos extras à carteira e facilitar a concretização do objetivo traçado. Assim, a próxima questão que devemos nos colocar é: quanto devo colocar em cada uma dessas modalidades mais arriscadas para ter maior chance de atingir minha meta? Em primeiro lugar, desconfie dos questionários que a partir de sumárias indagações respondem leviana e taxativamente a essa pergunta. O conselheiro financeiro sensato não deve hesitar em dizer que não há uma forma objetiva de resposta a essa questão. Isso ocorre porque estamos tratando de algo extremamente subjetivo que é a tolerância ao risco. Uma abordagem superficial do tema irá propor ao investidor perguntas do tipo ‘Você faz seguro do seu veículo?’ Se o investidor responder afirmativamente, o questionário irá concluir que se trata de um indivíduo avesso ao risco, uma pessoa precavida e, portanto, um investidor conservador. Isso é uma grande bobagem! Repetimos: ao se deparar com esse tipo de questionário, ignore-o sumariamente e procure uma melhor fonte de orientação.

Autoconhecimento - A postura frente ao risco é algo muito pessoal. O melhor que podemos fazer é propor ao investidor que faça uma auto-análise. Por exemplo, invista uma pequena parcela de seus recursos (uma quantia que você pode se dar ao luxo de ver flutuar, como 10% daquilo que possui para investir) em um fundo de ações e/ou fundo multimercado e conviva com as oscilações resultantes por pelo menos um ano. Caso esteja confortável com os movimentos observados, terá um indicador de que seu apetite ao risco pode ser maior. Então aumente a alocação nesses ativos de risco para algo como 20% de sua poupança. Se a nova posição incomodar, reduza a alocação para 5% ou até mesmo elimine essas modalidades de investimentos de sua carteira. O importante é que através da experiência e do autoconhecimento cada investidor identifique a alocação ideal e compatível com seu apetite ao risco. Como linha auxiliar nessa jornada de autoconhecimento, a internet dispõe de ferramentas virtuais que fornecem ao investidor a possibilidade de simular uma carteira de investimentos e analisar seu comportamento frente às oscilações do mercado (sem ter que investir seus próprios recursos). Isso permite conhecer sua provável postura frente ao risco e, a seguir, propor exemplos de alocações nas diferentes modalidades de aplicação. Para finalizar, retorno ao início deste texto, dizendo que a melhor resposta à clássica pergunta (“qual é o melhor investimento?”) é: investir certo é investir com objetivo. Por Aquiles Mosca, Boletim Informativo Banesprev nº 63.

Com queda de 9% no ano, bolsa enfrentará pessimismo

Roberto Alem, economista da M2 Investimentos, aponta que as ações do setor de commodities serão as mais prejudicadas nesta semana.

O pessimismo deve continuar a dar o tom dos mercados na semana que vem, com as atenções ainda focalizando a Grécia e dados de atividade econômica, especialmente nos Estados Unidos e Europa.

O Ibovespa, que já marca queda de 9,53% no ano, deve continuar em sua "maré baixa", de acordo com os analistas consultados pelo Brasil Econômico.

"Vejo muito mais problema pela frente do que melhoria. Não vejo motivos, por agora, para uma retomada", afirma Roberto Alem, economista da M2 Investimentos.

O economista aponta que as ações do setor de commodities serão as mais prejudicadas nesta semana, devido aos números da balança comercial chinesa — divulgados na última sexta-feira (10/6) — que não agradaram os investidores.

Os indicadores de atividade econômica e inflação da China, a serem divulgados nesta segunda-feira, devem causar grande apreensão, segundo a equipe de análise da Coinvalores.

Nesta terça-feira (14/6), o índice de preços ao produtor e as vendas do varejo nos Estados Unidos devem atrair o foco, ambos com expectativa de desaceleração, enquanto a produção industrial, medida pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), dividirá as atenções dos investidores nacionais juntamente com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) por aqui.

Na Europa, é importante a divulgação da revisão dos preços ao consumidor de maio, que devem permear as apostas em relação ao aumento de juros na Zona do Euro.

"Será uma semana importante no que diz respeito a indicadores, principalmente em relação à China. O mundo está em desaceleração, acompanhando a China e, se ela crescer, impulsiona o mundo também", afirma Pedro Galdi, analista da SLW.

Por aqui, Galdi destaca os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que serão divulgados nesta terça-feira.

Já a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), na última quinta-feira (16/9), não tende a trazer surpresas. "Eles devem dar a entender que haverá mais um aumento na próxima reunião, o último. O mercado vai ficar de olho nisso", afirma Alem. (Weruska Goeking - Brasil Econômico)

Liquidez é desafio para debêntures, dizem especialistas

São Paulo - Criar liquidez no mercado secundário de debêntures é o grande desafio para ampliar as emissões de títulos privados de renda fixa no Brasil. "Sem isso, fica muito difícil atrair o investidor internacional", afirmou Luciano Gurgel, vice-presidente de Mercado de Dívida do Santander.

Ele ressaltou, porém, que estão avançando as negociações entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Brasileira dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) para criar fundos que garantam liquidez ao mercado, comprando e vendendo esses papéis. "Esses fundos ainda não estão formatados, mas estão sendo discutidos", afirmou.

Um deles seria o Fundo de Apoio à Liquidez (FAL), que estimularia o mercado em uma fase de transição. A ideia é que o patrimônio desse fundo seja composto por recursos públicos e privados, como por exemplo até 3% dos depósitos compulsórios recolhidos pelos bancos. O outro fundo seria o Fundo Garantidor de Liquidez (FGL), que atuaria em momentos de aperto de liquidez. "Este fundo teria uma característica mais emergencial", diz.

De acordo com Gurgel, a maior dificuldade é conseguir patrimônio para esses fundos. "Quem serão os cotistas deles, já que aplicar nesses fundos é um investimento sem liquidez?"

Outro ponto que representa uma barreira para a ampliação do mercado de debêntures é a questão da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 6%, assim que o investidor estrangeiro aporta seus recursos no Brasil. "Isso representa um custo extra para esse investidor de cerca de 1% ao ano nas aplicações de longo prazo", diz o executivo do Santander.

O superintendente de Produtos de Renda Fixa do Bradesco BBI, Orlando Graça Júnior, disse que o interesse dos bancos por papéis como debêntures vem crescendo, mas ainda de forma lenta. Segundo dados apresentados por ele, em 2005, os títulos privados respondiam por 19% da carteira dos administradores de recursos no Brasil, e no ano passado chegaram a 22%. "Há muita procura por parte dos investidores, mas isso ainda está restrito aos grandes investidores. É pequena a participação de pessoas físicas", afirmou.

Ambos os executivos participaram hoje do seminário "Debêntures: Desafios e Oportunidades do Novo Mercado de Renda Fixa", em São Paulo. (Silvana Mautone - Agência Estado)

Debêntures ainda está longe das pessoas físicas

Apesar do crescimento do mercado de debêntures (títulos de dívidas emitidos por empresas) no País - entre 2009 e 2010 o volume de emissão destes títulos aumentou em 89%, para R$ 52,3 bilhões – as pessoas físicas ainda são responsáveis por uma participação muito pequena desta negociação, que torna o investidor, no lugar de acionista, credor da empresa que emite o título.

De acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), em 2010, a participação de investidores de varejo nas emissões de debêntures foi de 0,65% e, até abril deste ano, este número ainda não havia passado de 0,03%.

Para o vice-presidente para os Mercados de Débito e Crédito do Banco Santander e membro do Comitê de Finanças Corporativas da Anbima, Luciano Gurgel, isso acontece porque, para as pessoas físicas, é um pouco mais complicado entender o risco de crédito por trás da emissão das debêntures.

“Este mercado é diferente de comprar uma ação da empresa, por exemplo. Quando você compra uma ação, se a empresa tiver problemas e os papéis caírem, o investidor pode esperar que eles subam ou, em último caso, vender e embolsar um certo prejuízo. Já no mercado de debêntures é diferente. Eu recomendo, mas só se o investidor tiver certeza da operação que está fazendo”, afirma Gurgel.

Investidores qualificados

Outro ponto que ainda esbarra no mercado de debêntures para as pessoas físicas é com relação aos valores das operações. Apesar de ser possível comprar debêntures a partir de R$ 1 mil, boa parte das emissões são específicas para investidores qualificados - aqueles que, de acordo com a Instrução CVM 409, possuem investimentos financeiros em valor superior a R$ 300 mil e que, adicionalmente, atestam por escrito sua condição de investidor qualificado.

Nas emissões que utilizam a instrução 400 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), é possível a participação de investidores pessoa física não enquadrados na definição de investidores qualificados. Já nas emissões que seguem a instrução 476 da CVM, apenas investidores qualificados podem participar.

Entretanto, de acordo com dados da Anbima, nos últimos 12 meses, foram emitidos R$ 46,9 bilhões em debêntures, sendo que R$ 39 bilhões foram emitidas por meio da instrução que exige investidores qualificados, e apenas R$ 7,3 bilhões foram emitidas por meio da instrução 400, que permite a participação de todos os investidores.

Baixa liquidez

Outro problema que ainda afeta o mercado de debêntures é a baixa liquidez do mercado secundário. Isto quer dizer que, se o investidor comprar uma debênture e quiser vendê-la posteriormente, enfrentará dificuldades.

Outro problema que ainda afeta o mercado de debêntures é a baixa liquidez do mercado secundário. Isto quer dizer que, se o investidor comprar uma debênture e quiser vendê-la posteriormente, enfrentará dificuldades.

Para isso, a Anbima tem anunciado a criação do Novo Mercado de Renda Fixa, que objetiva “criar um ambiente institucional diferenciado, que dê maior segurança e conforto ao investidor, por meio de maior transparência, menor risco e aumento da liquidez no mercado secudário”.

Além disso, a entidade também anunciou para este mês o lançamento do IDA (Índice de Debêntures Anbima), com o objetivo de refletir os movimentos do mercado de crédito corporativo e que terá histórico retroativo desde janeiro de 2009.

Segundo a entidade, o índice também deverá contribuir para o desenvolvimento do mercado secundário destes títulos, dando mais transparência e ajudando na precificação dos ativos. (InfoMoney)

Comprar imóvel novo dando usado de entrada pode ser bom negócio?

Com o crescimento da economia nacional, o consequente aumento da renda da população e a diminuição do desemprego, os especialistas concordam que o mercado imobiliário ainda está aquecido. Entretanto, com tantos lançamentos disponíveis, as construtoras têm, muitas vezes, de oferecer condições especiais para atrair o cliente para determinado empreendimento.

Uma das opções oferecidas por algumas construtoras é aceitar um imóvel usado como parte do pagamento. Entretanto, para especialistas na área imobiliária, do ponto de vista financeiro, essa pode não ser a melhor opção já que, assim como acontece no mercado de veículos, a avaliação do preço do usado pode ficar abaixo do que o vendedor conseguiria se vendesse no mercado.

“É bem provável que o preço pago pela construtora seja inferior ao que a pessoa conseguiria vendendo o imóvel no mercado”, afirma o vice-presidente do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), Luiz Roberto Calado.

Por isso, ele aponta que, na maioria dos casos, é mais vantajoso tentar vender o imóvel usado antes e utilizar o valor para pagar uma parte do novo imóvel.

Para o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, em muitos casos, pode ser que a transação não seja tão desvantajosa e, para exemplificar, ele compara com uma transação recente que fez de veículos. “Comprei um carro novo e, na troca pelo usado, pagaram R$ 3 mil a menos do que eu estava pedindo. Entretanto, esses mesmos R$ 3 mil foram dados de desconto no veículo novo”, afirma.

Grande oferta

De acordo com os especialistas, as construtoras costumam aceitar este tipo de negociação quando existe uma oferta grande de imóveis no estoque.

“Não é sempre que as construtoras aceitam imóveis usados como parte do pagamento. Ultimamente, temos visto que já existe uma dificuldade maior das construtoras de vender todos os lançamentos, diferente do que aconteceu nos últimos dois anos. Assim, algumas delas aceitam imóveis usados como parte do pagamento para vender mais rapidamente”, afirma o vice-presidente do Ibef.

O economista do Secovi-SP concorda. “Não acredito que esse tipo de negociação seja uma tendência, porque o negócio do incorporador imobiliário é a liquidez e, quando o imóvel usado é aceito como parte do pagamento, parte do preço fica preso em um ativo de liquidez incerta. Mas em momentos em que existe uma grande oferta e certa dificuldade de vender, é um bom negócio para as construtoras”, afirma Petrucci. (Diego Lazzaris Borges - InfoMoney)

Artigos e Áudios do BM&FBovespa

Resenha/chamada dos artigos semanais e áudios publicados na página eletrônica “Mulheres em Ação”:

Os artigos são divididos em: Investimento & Futuro, Orçamento Pessoal, Comportamento, Empreendedorismo.

BANESPREV - Fundo Banespa de Seguridade Social Rua João Brícola, 24 – 11º andar – Centro - São Paulo/SP – CEP: 01014-900 Fone: (11) 3249-1001 - Fax: (11) 3249-1198 / 3249-7357 banesprevatendimento@santander.com.br - Demais Localidades - 0800-705-1001